E tem algumas vezes que eu fico quietinha antes de dormir e lembro de alguma conversa que a gente teve e até dormir, em paz.
E tem algumas outras que eu te encontro em páginas do Caio, ou nas músicas do Geração, ou em qualquer filme francês que só você sabe gostar como eu gosto.
E tem a saudade dos bilhetinhos.
E das conversas por olhares. Por visões.
E dá saudade até dos momentos bobos em que você me deixava sem graça, e eu sem saber o que dizer.
Rêlampago, foi-se.
Depois de um relâmpago, vem o trovão. E fica um tempo quieto, sem ninguém dizer nada, que não é porque acabou, mas porque foi rápido e assustou, e ninguém viu direito, ninguém viu que estava vindo. Mas relâmpagos voltam, e outros trovões... e por que não dizer que são os mesmos?, por que não dizer que o mesmo relâmpago pode assustar de novo?, assim, de repente, inconstante e indeciso que é.
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