segunda-feira, 16 de maio de 2011

Carta dois

E aí quando eu chego em casa, dá vontade de te ligar, te contar tudo o que eu fiz como a gente fez por algum tempo, movidos por alguma cúmplicidade única, dessas que não se encontra em qualquer bar sujo e de esquina. E dá vontade de te ligar por todas as felicidades bobas e tristezas bobas do meu dia. E dá vontade de te ligar nos momentos vazios do dia e perguntar se seu dia tá divertido. Se você viu aquele filme que disse que ia ver, se vai pra aula hoje. 
E tem algumas vezes que eu fico quietinha antes de dormir e lembro de alguma conversa que a gente teve e até  dormir, em paz.
E tem algumas outras que eu te encontro em páginas do Caio, ou nas músicas do Geração, ou em qualquer filme francês que só você sabe gostar como eu gosto.
E tem a saudade dos bilhetinhos. 
E das conversas por olhares. Por visões.
E dá saudade até dos momentos bobos em que você me deixava sem graça, e eu sem saber o que dizer. 
Rêlampago, foi-se.

Um comentário:

  1. Depois de um relâmpago, vem o trovão. E fica um tempo quieto, sem ninguém dizer nada, que não é porque acabou, mas porque foi rápido e assustou, e ninguém viu direito, ninguém viu que estava vindo. Mas relâmpagos voltam, e outros trovões... e por que não dizer que são os mesmos?, por que não dizer que o mesmo relâmpago pode assustar de novo?, assim, de repente, inconstante e indeciso que é.

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